Recrutamento

Recrutamento em Consultoria: Encontrar Pessoas, Não Apenas Competências

· · 5 min de leitura

O meu nome é Diogo Peres e sou Talent Acquisition Manager na Empa-T. O meu trabalho está focado no recrutamento especializado nas áreas de tecnologia e consultoria, identificando e atraindo talento para projetos nacionais e internacionais em áreas como Desenvolvimento de Software, Data, Inteligência Artificial, Cloud, SAP, Cybersecurity, Suporte Aplicacional, entre muitas outras.
Na Empa-T acreditamos que o recrutamento é muito mais do que preencher vagas. Trabalhamos diariamente para aproximar pessoas e projetos, construindo relações baseadas na confiança, na transparência e na empatia. Aliás, a empatia está presente no nosso próprio nome e é um dos pilares da nossa forma de estar no mercado.
O recrutamento em consultoria vai muito além da identificação de competências técnicas. Não se trata apenas de encontrar alguém que domine uma determinada tecnologia ou ferramenta. O verdadeiro desafio passa por compreender os projetos, perceber os objetivos do negócio e, acima de tudo, conhecer as pessoas. Só assim conseguimos criar ligações que geram valor para todos os intervenientes: candidatos, clientes e consultoras.

O mito do candidato perfeito

Vivemos num mercado cada vez mais competitivo e exigente. Muitas vezes, os clientes procuram aquilo a que costumo chamar de “unicórnio”: um profissional com todas as competências técnicas necessárias, experiência em múltiplas áreas, disponibilidade imediata, excelentes capacidades de comunicação, fluência em vários idiomas e disponibilidade para estar presencialmente no escritório várias vezes por semana.
A realidade, contudo, nem sempre corresponde a estas expectativas.
Num mundo onde o trabalho remoto e híbrido se tornou uma realidade consolidada para muitas funções tecnológicas, também os candidatos passaram a valorizar outros fatores além da componente salarial. Procuram flexibilidade, propósito, crescimento profissional, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e projetos que façam sentido para a sua carreira.
É por isso que o papel do recrutador se tornou mais estratégico do que nunca.

Não falta talento, falta alinhamento.

Ao longo da minha experiência, cheguei a uma conclusão simples: não existe necessariamente falta de talento no mercado. Muitas vezes existe, isso sim, uma falta de alinhamento entre aquilo que as empresas procuram e aquilo que os profissionais podem oferecer.
É precisamente aqui que as consultoras desempenham um papel fundamental.
Não somos apenas intermediários. Somos parceiros. Cabe-nos compreender as necessidades dos clientes, mas também defender o potencial dos candidatos. Muitas vezes somos nós que ajudamos uma empresa a perceber que o melhor profissional para um projeto não é necessariamente aquele que cumpre 100% dos requisitos técnicos descritos numa lista.
Capacidade de aprendizagem, adaptabilidade, comunicação, motivação e vontade de crescer podem ser fatores igualmente importantes para o sucesso de uma contratação.
Por isso, uma parte significativa do nosso trabalho consiste em criar pontes e ajudar ambas as partes a encontrarem pontos de equilíbrio.

A importância da comunicação

Num mercado onde os profissionais recebem inúmeras abordagens semanalmente, a diferenciação passa inevitavelmente pela forma como comunicamos.
Os candidatos valorizam processos claros, feedback transparente, rapidez nas respostas e uma comunicação consistente ao longo de todo o processo. Independentemente de avançarem ou não para uma oportunidade, querem sentir que o seu tempo foi respeitado e que a sua participação foi valorizada.
Na Empa-T procuramos exatamente isso: criar uma experiência positiva para quem fala connosco. Nem sempre temos a resposta que o candidato gostaria de ouvir, mas acreditamos que a honestidade e a transparência são fundamentais para construir relações duradouras.
Uma entrevista é uma via de dois sentidos.
Um dos maiores equívocos que ainda existe é encarar a entrevista como um processo de avaliação unilateral.
Na minha opinião, uma entrevista deve ser vista como um alinhamento mútuo e uma conversa colaborativa.
Durante aqueles 30, 40 ou 60 minutos, ambas as partes estão a avaliar-se. Do lado do recrutador, procuramos compreender o percurso, as competências, as motivações e os objetivos do candidato. Do lado do profissional, também está a ser avaliada a qualidade da informação transmitida, o conhecimento demonstrado sobre o projeto, a transparência do processo e, muitas vezes, a própria cultura da empresa.
Por isso, ouvir continua a ser uma das competências mais importantes que podemos desenvolver enquanto recrutadores.

O futuro do recrutamento

As organizações estão cada vez mais orientadas para a contratação baseada em competências, mas acredito que a evolução do recrutamento passará por uma visão mais equilibrada das pessoas.
As competências técnicas continuarão a ser importantes, mas fatores como comunicação, capacidade de aprendizagem, adaptabilidade, resolução de problemas, inteligência emocional e orientação para resultados terão um peso cada vez maior.
Num contexto de mudança constante, as empresas não precisam apenas de profissionais que saibam executar tarefas. Precisam de pessoas capazes de evoluir, aprender e contribuir para o crescimento das equipas.

Mais do que recrutamento, relações humanas

Na Empa-T acreditamos que o sucesso não se mede apenas pelo número de colocações realizadas ou pelos projetos concluídos. Mede-se pela qualidade das relações que construímos ao longo do caminho.
Trabalhamos diariamente com profissionais que procuram novos desafios e com organizações que procuram fazer crescer os seus negócios através das pessoas certas. O nosso papel é aproximar estes dois mundos, criando oportunidades que façam sentido para todos.
Porque, no final do dia, o recrutamento não é apenas sobre tecnologia, processos ou currículos.
É, acima de tudo, sobre pessoas.

Diogo Peres
Artigo escrito por
Diogo Peres
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